Air India Torna Teste Toxicológico Obrigatório Para 5 Mil Pilotos Após Comandante Testar Positivo Para Maconha
- Marcelo Bueno

- 14 de ago.
- 3 min de leitura
Companhia amplia varredura de substâncias psicoativas para todo o quadro técnico após incidente com queda brusca de altitude entre Phuket e Nova Délhi deixar 24 feridos.
Resumo: Medida radical: A Air India e a subsidiária Air India Express iniciaram a testagem toxicológica obrigatória para todo o seu quadro de cerca de 5.000 pilotos. O estopim: O piloto em comando do voo AI2379 testou positivo para maconha em contraprova laboratorial após uma perda súbita de 300 pés de altitude. Vítimas a bordo: O incidente aéreo em 4 de agosto deixou 20 passageiros e 4 tripulantes feridos durante a fase de cruzeiro. Regulação mais rígida: A autoridade de aviação civil da Índia (DGCA) avalia endurecer as punições e elevar o percentual mínimo de exames antidrogas aleatórios no país.

O Grupo Air India determinou a realização imediata de exames toxicológicos para todos os seus cerca de 5.000 pilotos. A medida entrou em vigor após o comandante do voo AI2379, que operava a rota entre Phuket (Tailândia) e Nova Délhi, testar positivo para maconha em um exame laboratorial confirmatório.
A ordem interna atinge as tripulações técnicas da Air India e da divisão de baixo custo Air India Express. A iniciativa vai além da exigência padrão da aviação indiana, que determina a triagem por amostragem de pelo menos 10% do quadro operacional por ano.
Incidente em Voo e Investigação Oficial
O caso teve origem no dia 4 de agosto de 2026. O Airbus A320neo (prefixo VT-EXO) transportava 137 passageiros e 8 tripulantes quando sofreu uma variação súbita de cerca de 300 pés (91 metros) de altitude em voo de cruzeiro.
O solavanco causou ferimentos em 24 pessoas, 20 passageiros e quatro comissários de bordo. A aeronave estabilizou a trajetória e pousou em segurança na capital indiana.
A Direção Geral de Aviação Civil (DGCA) e o órgão de investigação de acidentes da Índia (AAIB) assumiram o caso. Técnicos da Airbus e investigadores da agência francesa BEA auxiliam na apuração.
Relatórios preliminares apontam que o avião registrou anomalias nos sistemas hidráulicos e desconexão do piloto automático antes da manobra de recuperação.
Argumentos da Defesa e Contradições Médicas
Em depoimento aos investigadores do AAIB, o comandante Sudeep Vashishtha afirmou que enfrentava dificuldades para dormir por razões pessoais e que fazia uso de remédios prescritos por seu médico particular. O piloto alegou ter passado a noite anterior ao voo com insônia durante o pernoite em Phuket.
Médicos especialistas em aviação consultados pela imprensa indiana esclareceram que remédios alopáticos comuns para insônia não geram tetrahidrocanabinol (THC) nos testes toxicológicos.
A agência de investigação advertiu que nenhuma conclusão isolada deve ser tirada antes do laudo pericial completo, que analisará fatores técnicos, operacionais e humanos de forma integrada.
Governo Indiano Estuda Punições Mais Severas
A repercussão do caso acelerou discussões no Ministério da Aviação Civil da Índia. O governo analisa mudanças nos Requisitos de Aviação Civil (CAR) para impor penalidades automáticas mais duras.
Pela regra em vigor, a primeira reincidência confirmada gera suspensão da licença de voo por três anos. Um terceiro teste positivo resulta na cassação definitiva do certificado de habilitação técnica.
O novo protocolo da Air India aplica as coletas de urina durante treinamentos na academia da empresa em Gurugram, nas salas de briefing operacional e nas bases contratuais de cada tripulante.
Fontes consultadas e checadas para esta reportagem
Business Standard: "Air India makes psychoactive substance tests mandatory for pilots" (Reportagem de Redação).
Business Today: "License suspension, more random tests: Tougher dope test rules on cards after Air India pilot tests positive" (Reportagem de Equipe de Aviação).
Republic World: "Air India Orders Dope Tests For All Pilots After Phuket-Delhi Captain Tests Positive For Marijuana".
The Indian Express / India Today / Hindustan Times: Coberturas investigativas assinadas pelas editorias de transporte sobre o relatório preliminar do AAIB e o comunicado interno da Air India assinado pela gerência de operações de voo.



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