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ANAC aprova venda de 20 aeroportos da Motiva para o grupo mexicano Asur

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 17 de jun.
  • 2 min de leitura

Transação de R$ 11,5 bilhões transfere o controle de terminais estratégicos no Brasil e no exterior


A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aprovou a transferência de controle societário da plataforma aeroportuária da Motiva para o grupo mexicano Asur (Grupo Aeroportuario del Sureste). A decisão concede a anuência prévia para o negócio que envolve a Companhia de Participações em Concessões (CPC), subsidiária da empresa brasileira que concentra os ativos do setor.

O negócio movimentará R$ 11,5 bilhões, montante composto por R$ 5 bilhões em participação acionária direta e R$ 6,5 bilhões em assunção de dívidas líquidas. A aprovação regulatória representa o principal aval público para a conclusão do processo, anunciado originalmente pelas companhias em novembro de 2025. O relator do caso na agência, diretor Roberto Honorato, validou o cumprimento dos requisitos jurídicos, fiscais e técnicos da compradora.


Terminais envolvidos e impacto regional


A transação engloba 17 aeroportos em território nacional e três localizados no exterior. Entre os ativos repassados à gestão mexicana está o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), além de quatro terminais estratégicos no Paraná: Afonso Pena (São José dos Pinhais), Bacacheri (Curitiba), Foz do Iguaçu e Londrina.

A saída da Motiva do segmento faz parte de um plano de reestruturação do grupo para concentrar aportes em outras divisões de infraestrutura rodoviária e urbana. O Ministério de Portos e Aeroportos projeta que a entrada da operadora estrangeira incentive a criação de novas rotas internacionais conectando a América do Norte e o mercado sul-americano, utilizando o Brasil como base de conexões regionais.


Manutenção de contratos e próximos passos


Apesar do sinal verde da ANAC, a transferência definitiva das operações ainda depende do cumprimento de obrigações contratuais remanescentes e trâmites societários internos entre os dois grupos econômicos. A gerência executiva da Motiva informou ao mercado que a transição gerencial não causará interrupções nos serviços ou mudanças imediatas na rotina diária de passageiros e companhias aéreas nos terminais afetados.

O cumprimento integral dos editais de concessão originais firmados com o governo federal continua sob a responsabilidade da nova controladora. Os cronogramas de investimentos obrigatórios em segurança, ampliação de pistas e modernização das áreas de embarque estabelecidos nas rodadas de leilão anteriores permanecem juridicamente inalterados.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

  • Ata de Deliberação da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)

  • Fato Relevante e comunicados ao mercado emitidos pela Motiva S.A.

  • Relatório de Aquisições Internacionais do Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur)

  • Notas Oficiais do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

  • Cobertura setorial do Poder360, Agência iNFRA e Estadão RI


Nota do Editor: Os desdobramentos operacionais específicos sobre possíveis revisões de taxas aeroportuárias internas, novos acordos comerciais com lojistas de terminais e planos de demissão ou manutenção do quadro de funcionários locais dependem da conclusão dos trâmites societários privados e não constam nos documentos públicos emitidos pela agência reguladora.

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