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Boeing 737 MAX: FAA aponta 31 mil poltronas mal instaladas

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 29 de jul.
  • 2 min de leitura

Proposta da FAA mira 453 jatos nos Estados Unidos e aponta risco que fala direto com o trabalho do comissário: corredor bloqueado na evacuação.


Imagem Gerada por IA
Imagem Gerada por IA

A FAA colocou no papel numa proposta de diretriz publicada na segunda-feira, 27 de julho de 2026. A proposta pede inspeção na instalação das poltronas de passageiros em 453 jatos Boeing 737-8 e 737-9 registrados nos Estados Unidos, segundo apuração da CNN e da CNBC. O problema está nos shear plungers do encaixe traseiro: o pino que deveria descer e travar no trilho do piso, em alguns casos, não trava.

Vale entender o estágio disso: é uma proposta de diretriz de aeronavegabilidade, ainda não está em vigor. A FAA não relatou nenhum acidente nem ferimento ligado à falha até agora.


Quantas poltronas podem estar em jogo?


Cada 737 MAX pode ter até 69 conjuntos de poltronas montados sobre trilho. A Forbes multiplicou esse número pela frota afetada e chegou a cerca de 31 mil poltronas potencialmente dentro do problema. Para dar a dimensão da frota: existem cerca de 2.300 MAX voando no mundo, 823 registrados nos Estados Unidos, e a proposta da FAA alcança 453 desses aviões.

A inspeção de cada conjunto leva cerca de 1 hora, mais 1 hora se for preciso corrigir o encaixe. A Boeing já tinha orientado as companhias sobre o problema em dezembro de 2025 e declarou apoio à medida da FAA. O prazo para comentários públicos segue aberto até 10 de setembro de 2026.


O que isso muda para quem trabalha na cabine?


A FAA descreve dois riscos com a poltrona destravada: ferir passageiro ou tripulante num pouso de emergência, e bloquear o corredor, atrasando a evacuação.

A certificação de qualquer avião comercial exige evacuar a aeronave lotada em 90 segundos com metade das saídas bloqueadas. Quem comanda essa operação dentro da cabine é o comissário, não o piloto. E aí mora o detalhe incômodo: poltrona com o pino traseiro solto costuma passar batido na cabin check visual, porque é falha de instalação, não algo que salte aos olhos numa vistoria rápida.

O que cabe a você, tripulante, é reportar no cabin log qualquer poltrona com folga, balanço ou barulho estranho, mesmo que pareça bobagem. É esse tipo de registro que aciona a manutenção antes que vire problema em pleno voo. Agora eu me pergunto, como será que estão as medidas preventivas na aviação global? Afinal, não é a primeira vez que um Boeing 737 MAX está em discussão sobre riscos potenciais.


A Anac também vai exigir a inspeção?


Reguladores fora dos Estados Unidos costumam seguir diretrizes da FAA quando o modelo envolvido é tão espalhado quanto o 737 MAX, e o caso já repercutiu por aqui. Mas isso hoje é possibilidade, não fato consumado: até então, a Anac não havia se pronunciado sobre replicar a medida no Brasil, mas talvez seja necessário.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

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