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FAA emite nova diretriz para Boeing 737 MAX após falhas elétricas causarem superaquecimento na cabine

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 4 de jul.
  • 2 min de leitura

O documento exige que as companhias aéreas alterem manuais de voo para conter a elevação incontrolável de temperatura que ameaça incapacitar tripulações e passageiros.



A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) publicou uma nova Diretriz de Aeronavegabilidade que atinge todos os jatos Boeing 737 MAX 8, MAX 8-200 e MAX 9 em operação. A agência identificou uma falha elétrica crônica que inviabiliza o resfriamento do ar sangrado dos motores, empurrando as temperaturas na cabine de comando e de passageiros a níveis incontroláveis. A regra entra em vigor de forma compulsória no dia 16 de julho.

A origem da falha está nos disjuntores do sistema de controle ambiental, que desarmam sem aviso. A queda de energia força o fechamento das portas de ar externo (ram air) nos trocadores de calor do sistema de ar-condicionado. Sem essa troca térmica, o ar escaldante extraído dos motores invade o interior do avião. O texto oficial da agência avisa de forma taxativa: o calor extremo pode causar lesões ou incapacitar os pilotos de manterem a aeronave em voo seguro.


Procedimentos de contingência e histórico


As companhias aéreas receberam ordem para atualizar seus manuais operacionais imediatamente. A exigência impõe a inclusão de dois novos checklists de emergência na rotina dos pilotos. Diante do desarme do circuito no painel, a tripulação precisa iniciar a descida para uma altitude inferior mais segura e tentar rearmar os disjuntores afetados. Caso a temperatura ambiente não ceda, a última manobra requer cortar totalmente o fluxo de ar oriundo dos propulsores.

A ordem desta semana joga luz sobre um problema recorrente. Em fevereiro deste ano, a FAA já havia emitido uma diretriz parecida focada na unidade de controle de energia de reserva (SPCU) da mesma família de jatos. O regulador documentou episódios recentes em que tripulações reais enfrentaram a quebra térmica em voo e esgotaram os procedimentos dos manuais antigos sem sucesso.

A Boeing elaborou as novas instruções em parceria com as autoridades aeronáuticas e corre para desenvolver uma solução de engenharia definitiva. A fabricante garantiu que a correção física será implementada em toda a frota em serviço no mundo. As futuras variantes MAX 7 e MAX 10 deverão sair da fábrica de Renton com a atualização já instalada antes da certificação comercial.

A agência dispensou o rito burocrático de consulta pública antes da publicação da regra. Os reguladores justificaram a manobra drástica como vital para estancar o risco iminente de fatalidades ou perda de controle das aeronaves envolvidas.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

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