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GOL quebra frota exclusiva de Boeing e incorpora cinco Airbus A330-900neo para voos internacionais

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 6 de jul.
  • 2 min de leitura

O primeiro jato com a pintura completa da companhia foi flagrado na Espanha, marcando a estreia da empresa no mercado de longo curso com foco inicial em Paris e Orlando.



A GOL Linhas Aéreas rompeu duas décadas de exclusividade com a Boeing e confirmou sua entrada no mercado de fuselagem larga. A empresa vai incorporar cinco jatos Airbus A330-900neo repassados pelo Grupo Abra, seu conglomerado controlador. O primeiro avião já ostenta a identidade visual completa da companhia e foi fotografado neste fim de semana em um aeroporto na Espanha.

A manobra sustenta uma agressiva expansão intercontinental, que usará o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, como hub principal. Essa transição de frota explora a movimentação recente das concorrentes no mercado brasileiro. A GOL vai absorver unidades que voaram até o mês passado pela Azul Linhas Aéreas.


Transferência de frota e suporte temporário


O A330-900neo de antiga matrícula PR-ANX ilustra essa dança das cadeiras no setor. O jato operou na frota da Azul até o final de maio e seguiu para Teruel, na Espanha, onde passa por adequações de padronagem. Ele assumirá o registro brasileiro PS-WGD quando desembarcar no país.

Para acelerar o início das operações intercontinentais, a GOL acionou a Wamos Air, companhia espanhola também controlada pelo Grupo Abra. A parceira cedeu um A330-200, já flagrado em Madri com adesivos da empresa brasileira. Esse avião cobrirá as rotas enquanto a frota principal não recebe a certificação final da ANAC.

A GOL mantém silêncio sobre a malha fina de estreia e o desenho da nova configuração de cabines. Fontes do setor aeroportuário indicam Paris e Orlando como destinos inaugurais. Até o fechamento desta matéria, a companhia não confirmou a data do primeiro voo, e a informação corre de forma extraoficial, tratada como suposição.


Foto Ilustrativa
Foto Ilustrativa

Impacto na malha e na concorrência


Operar o A330-900neo coloca a GOL em rota de colisão direta contra a LATAM e a própria Azul no segmento de longo curso. O modelo europeu transporta 298 passageiros e consome até 14% menos combustível que a geração anterior. O custo operacional reduzido balizou a decisão do Grupo Abra.

O Galeão servirá como base estratégica para as operações internacionais. A decisão reforça o acordo entre o governo do Rio de Janeiro e as companhias aéreas para injetar tráfego intercontinental no terminal. Treinar as tripulações para a operação em equipamentos de duplo corredor é a prioridade atual da companhia.

Adotar jatos da Airbus altera o modelo de negócios original da GOL. A empresa construiu sua operação mantendo uma frota padronizada de Boeing 737 para cortar custos de manutenção. O mercado financeiro e aeronáutico agora avalia se o fôlego do Grupo Abra sustentará essa nova complexidade operacional.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

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