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Petrobras Eleva Preço do Querosene de Aviação em 13,9% e Alta no Ano Chega a 53,3%

Foto do escritor: Marcelo Bueno
Marcelo Bueno
2 de set.
2 min de leitura

Distribuidoras pagarão R$ 0,68 a mais por litro a partir de setembro, pressionando os custos operacionais das companhias aéreas brasileiras.

Resumo: A Petrobras aplicou reajuste de 13,9% no querosene de aviação (QAV) a partir de 1º de setembro.O encarecimento representa R$ 0,68 por litro e eleva o acumulado do ano para 53,3%.A estatal justificou a correção com a escalada das cotações internacionais do barril de petróleo provocada por tensões no Oriente Médio.Um plano de parcelamento em três vezes foi liberado para distribuidoras amortecerem o impacto no fluxo de caixa.O aumento acende alerta nas empresas aéreas e intensifica a disputa por eficiência operacional nas contratações.

A Petrobras aplicou um aumento de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras de combustíveis em todo o território nacional. A alteração entrou em vigor nesta terça-feira, 1º de setembro. O ajuste adiciona R$ 0,68 por litro aos custos de abastecimento das empresas aéreas que operam rotas domésticas e internacionais a partir do Brasil.

Com essa correção, a alta acumulada do combustível em 2026 atinge 53,3%. A diferença representa um salto de R$ 1,94 por litro em comparação aos valores vigentes em dezembro do ano anterior. O combustível compõe a fatia mais pesada das despesas operacionais da aviação comercial, girando em torno de 30% a 40% do custo total de cada voo.


Imagem gerada por IA
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Tensão no Oriente Médio dita ritmo da precificação


A Petrobras explicou que a revisão reflete o avanço das cotações no mercado internacional. Os atritos geopolíticos no Oriente Médio voltaram a desestabilizar os contratos globais de derivados de petróleo nas últimas semanas.

Segundo a petroleira, o cálculo no mercado brasileiro adota uma fórmula paramétrica contratual que serve de amortecedor temporário. Essa dinâmica evita repasses diários e reduz a velocidade dos picos internacionais para o ambiente interno. A estatal confirmou que todos os pedidos de volume feitos pelas distribuidoras para setembro serão entregues sem risco de desabastecimento nas bases aeroportuárias.


Parcelamento do reajuste para distribuidoras


A petroleira decidiu reativar neste mês o programa de parcelamento do reajuste do QAV. O mecanismo divide o impacto em até três pagamentos mensais para distribuidoras que aderirem ao termo específico, sem exigência de garantias adicionais.

O mecanismo tenta aliviar o estrangulamento financeiro imediato da cadeia de suprimentos. Mesmo com o alívio temporário de caixa, executivos da aviação alertam que os repasses graduais sobrecarregam as margens operacionais do setor em um momento de recomposição de malha de voos.


Impacto na operação aérea e na busca por eficiência


O salto nos gastos com querosene obriga as empresas aéreas a redobrarem o controle orçamentário. A combinação entre custos de combustível em alta e forte concorrência no transporte de passageiros define o ritmo dos próximos meses. Se a pressão do petróleo persistir no mercado internacional, as companhias aéreas terão de escolher entre repassar o peso às tarifas ou absorver perdas na rentabilidade das rotas.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem

  • InfoMoney / Estadão Conteúdo: Petrobras (PETR4) anuncia reajuste de 13,9% para o preço do querosene de aviação (Redação Estadão Conteúdo, publicado em 01/09/2026).

  • Comunicado Oficial Petrobras: Dados de vendas de derivados e anúncio do programa de parcelamento de reajuste do QAV às distribuidoras para setembro de 2026.


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