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Preço médio da passagem aérea nacional sobe para R$ 632 puxado por escalada do querosene

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura

Tarifa doméstica registrou alta de 11,2% em maio na comparação anual, segundo dados da Anac.


Imagem Ilustrativa Gerada por IA
Imagem Ilustrativa Gerada por IA

Viajar de avião dentro do Brasil ficou mais caro no último ano. O preço médio da tarifa aérea doméstica atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, um avanço de 11,2% frente aos R$ 568,96 registrados no mesmo mês de 2025. O levantamento oficial da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exclui taxas de embarque e considera apenas o valor do transporte aéreo.

A escalada das passagens reflete diretamente o custo de operação das companhias aéreas. O preço do querosene de aviação (QAV) saltou 68,5% no acumulado de 12 meses, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em maio, o litro do combustível chegou à média de R$ 6,46 e pressionou o repasse de custos aos consumidores finais.

Os números mostram que uma parcela reduzida dos viajantes paga valores extremos. Apenas 5,4% dos bilhetes comercializados no período ultrapassaram a marca de R$ 1.500. A Anac projeta que os preços devem manter o padrão histórico de pico no fim do ano, repetindo o cenário de dezembro passado, quando a tarifa média bateu R$ 763 impulsionada pelas férias.


Demanda resiste à alta de preços


Apesar do encarecimento das passagens, o volume de passageiros manteve trajetória de crescimento no país. As companhias aéreas transportaram 8,319 milhões de pessoas em voos domésticos em maio de 2026. O montante representa um avanço de 1,9% em relação aos 8,163 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O aumento da demanda operou de forma desigual entre as principais empresas do setor. Latam e Gol impulsionaram os números positivos e, juntas, concentram 72% de todo o mercado aéreo nacional.

Na contramão das concorrentes, a Azul enfrentou retração em seus voos. A empresa transportou cerca de 148 mil passageiros a menos em maio deste ano, uma queda de 5,9% na comparação anual. A companhia detém hoje 28,7% de participação no mercado doméstico e divide o restante das operações com empresas menores, que também registraram variações negativas no período.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

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