Escritora ataca comandante da Latam com ofensas racistas após ser barrada em voo
- Marcelo Bueno

- 14 de ago.
- 3 min de leitura
A passageira teve o embarque negado por descumprir dimensões de caixa pet e publicou ataques verbais contra o piloto nas redes sociais.
Resumo: Uma escritora e terapeuta foi retirada de um voo da Latam (Florianópolis–Guarulhos) porque a caixa de transporte do seu cão excedia o tamanho permitido na cabine.Revoltada com o veto de segurança determinado pelo comandante, a passageira gravou vídeos com termos racistas explícitos e invocou a tese de "racismo ao contrário". A Latam e o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) repudiaram a conduta, e a companhia garantiu assistência jurídica integral ao tripulante. O episódio expõe a escalada de agressões e indisciplina contra tripulantes no setor aéreo brasileiro.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) emitiu uma nota de repúdio contra as ofensas racistas proferidas pela escritora e terapeuta Tânia Rocha contra um comandante da Latam Airlines. O caso ocorreu durante o embarque de um voo entre Florianópolis (SC) e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
A passageira tentou embarcar com seu animal de estimação em uma caixa de transporte que ultrapassava as dimensões máximas regulamentadas para a cabine. Seguindo as normas operacionais e de segurança de voo, o comandante barrou a entrada do cão sob essas condições e determinou o desembarque da mulher.
O veto por normas operacionais e os ataques nas redes
A decisão do piloto seguiu as diretrizes técnicas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os manuais operacionais da própria Latam. Recipientes fora das medidas oficiais não se encaixam sob os assentos dianteiros, bloqueando corredores ou saídas de emergência em eventuais evacuações.
Inconformada com o impedimento, a escritora publicou uma série de vídeos atacando diretamente a honra do piloto. Nas gravações, que circularam amplamente antes de serem deletadas de seu perfil, a autora usou termos racistas contra o aeronauta e declarou a existência de "racismo ao contrário".
A assessoria da escritora informou à imprensa que ela estava "chocada com a agressividade do piloto", mas a passageira optou por não conceder entrevistas formais.
Posicionamento da Latam e mobilização do SNA
Em comunicado oficial, a Latam Airlines repudiou qualquer conduta discriminatória e reafirmou que as restrições para pets existem para preservar a integridade da operação aérea. A empresa declarou que está prestando suporte jurídico e psicológico ao comandante.
O SNA reforçou que o piloto apenas cumpriu seu dever profissional para salvaguardar a segurança de todos a bordo. O sindicato destacou o aumento dos índices de indisciplina e hostilidade de passageiros contra tripulantes em serviço no Brasil.
A entidade sindical direcionou o caso ao programa "Já Basta", canal lançado para acolher denúncias de assédio, violência e agressões a bordo, auxiliando na formalização de processos criminais contra passageiros infratores.
Responsabilização e medidas legais
Injúria racial e racismo são crimes inafiançáveis e imprescritíveis no Código Penal brasileiro. Além da esfera criminal, passageiros que desrespeitam ordens da tripulação e colocam em risco a tranquilidade do voo respondem a sanções administrativas e ações indenizatórias na esfera cível.
O episódio segue sob acompanhamento do departamento jurídico do SNA e da equipe legal da Latam, que avaliam as medidas cabíveis contra a agressora.
Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:
Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA): Comunicado oficial "SNA repudia violência sofrida por comandante da Latam", publicado pela assessoria de imprensa do sindicato em 14 de agosto de 2026.
O Globo: Reportagem "Escritora branca fala em 'racismo ao contrário' ao atacar piloto de companhia aérea...", veiculada em 11 de agosto de 2026.
Folha de S.Paulo / O Antagonista: Cobertura dos vídeos publicados nas redes sociais, relatos de passageiros e posicionamento da assessoria da passageira.



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