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Fragmento de drone danifica motor de Boeing da Aerolíneas Argentinas no Galeão

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura

Aeronave vinda de Buenos Aires sofreu avarias nas palhetas da turbina e permaneceu seis dias retida no pátio do Rio de Janeiro para reparos.

Imagem Ilustrativa
Imagem Ilustrativa

Mecânicos localizaram um pedaço de drone preso ao motor de um Boeing 737 MAX 8 da Aerolíneas Argentinas logo após a aterrissagem no Rio de Janeiro. A colisão quebrou parte de uma palheta do motor esquerdo e amassou a carenagem da entrada de ar. O incidente aconteceu no voo AR1268, procedente de Buenos Aires, que tocou a pista do Aeroporto Internacional do Galeão na noite de 1º de junho de 2026.

A concessionária RIOgaleão confirmou a falha de segurança no espaço aéreo, mas destacou que não havia operação de drones autorizada para a área na data. Equipes de solo cancelaram o trecho de volta e rebocaram o jato (matrícula LV-GVE) para a posição 110 para avaliação de danos. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assumiu o inquérito e enquadrou a colisão como incidente aeronáutico.


Ponto de impacto cego


A tripulação não percebeu a batida. O comandante relatou não ter sentido trepidações ou visualizado a aproximação do equipamento durante os procedimentos de descida. Essa falta de alerta na cabine dificulta o trabalho dos peritos, que tentam calcular a altitude exata e a zona da cidade onde o cruzamento de rotas ocorreu.

O pedaço do drone resgatado da turbina ficou isolado sob a guarda dos técnicos da companhia aérea, em um píer no setor sul do terminal. Voar com drones em zonas de aproximação de aeroportos configura crime e pode causar o apagamento do motor em caso de ingestão completa pelo equipamento de sucção. O Cenipa busca agora cruzar os restos do material com imagens de radares que possam ter captado a assinatura do objeto invasor.


Retenção e prejuízo operacional


Os danos estruturais forçaram a Aerolíneas Argentinas a manter o avião no chão. Dados da plataforma de monitoramento Flightradar24 revelam que a aeronave amargou seis dias de retenção no aeroporto carioca. O Boeing só decolou de volta para a Argentina no dia 7 de junho, possivelmente após consertos paliativos ou sob licença restrita de traslado.

A companhia aérea liberou a aeronave para a malha comercial regular de passageiros apenas no dia 16 de junho. Até a publicação deste texto, a empresa não havia divulgado o valor do prejuízo financeiro provocado pela troca de peças e pela reacomodação dos clientes do voo cancelado. A informação de autoria do drone corre de forma extraoficial e depende de perícia da Polícia Federal sobre possíveis números de série nas ferragens.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

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