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Petrobras vende primeiro lote global de combustível de aviação com soja certificada

  • Foto do escritor: Marcelo Bueno
    Marcelo Bueno
  • 22 de jun.
  • 2 min de leitura

Estatal repassou 3,8 mil metros cúbicos do insumo coprocessado à Vibra, utilizando matéria-prima da Bunge aprovada sob o selo internacional Corsia.

A Petrobras comercializou o primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido a partir de óleo de soja com certificação internacional de baixo risco. A operação envolveu 3,8 mil metros cúbicos do produto e ocorreu na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. A distribuidora Vibra adquiriu o volume na última semana, logo após a petroleira comprar a matéria-prima fornecida pela Bunge.

O negócio carrega o ineditismo do selo Corsia (Esquema de Compensação e Redução de Emissões para a Aviação Internacional), que atestou a classificação de "baixo risco ILUC" ao insumo. A certificação mundial garante que a soja utilizada não causou desmatamento direto nem expulsou outras culturas agrícolas de suas áreas originais. Trata-se do primeiro combustível desse tipo no planeta a conquistar tal reconhecimento operacional.


Composição e mercado


O lote negociado mistura o componente renovável à base fóssil tradicional. O querosene de aviação final entregue pela petroleira conta com 1% de conteúdo ecológico em sua fórmula química. A estatal adotou o coprocessamento nas instalações da Reduc para injetar o óleo de soja diretamente no refino do petróleo.

A diretora de Logística e Comercialização da companhia, Angélica Laureano, afirmou que o modelo adiciona flexibilidade às operações e obriga os fornecedores a comprovarem suas práticas ambientais. O movimento mira as novas normas do setor aéreo civil, desenhadas para derrubar a pegada de carbono na próxima década.



Corrida pelo combustível verde


As companhias de aviação enfrentam prazos agressivos para cortar emissões, mas esbarram na baixa oferta global de SAF. O produto sustentável puro chega a custar três vezes mais caro que o querosene de aviação fóssil. O Brasil tenta explorar sua capacidade agrícola para liderar a entrega dessas matérias-primas e baratear o custo final na bomba.

A Petrobras não revelou os valores financeiros movimentados nas transações com a Vibra e a Bunge. A diretoria da companhia também mantém sob sigilo as datas estipuladas para a entrega dos próximos lotes de SAF com o carimbo Corsia ao mercado interno.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

  • Café com ESG / XP Investimentos (Reportagem original: "Petrobras conclui venda do 1º lote de combustível de aviação sustentável (SAF) de soja certificado pelo Corsia").

  • Agência Eixos (Publicação primária sobre os detalhes da comercialização e o volume total negociado).


Nota do Editor: Até o fechamento desta matéria, a Petrobras, a Vibra e a Bunge não divulgaram as cifras financeiras envolvidas nesta primeira operação comercial. A viabilidade econômica do SAF repassado às companhias aéreas depende diretamente do volume de produção e do barateamento dessa cadeia.

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