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Aeroméxico: bateria de power bank pega fogo em voo

Foto do escritor: Marcelo Bueno
Marcelo Bueno
4 de set.
4 min de leitura

Atualizado: 1 de out.

Um power bank deixado por um passageiro sobre uma poltrona vazia sofreu thermal runaway, a falha química da bateria de lítio que gera calor extremo e fumaça densa, durante o voo operado por um Boeing 737 MAX 8, registro XA-DAP. A tripulação ativou o protocolo de emergência para bateria de lítio, e um comissário vestiu equipamento de proteção contra fogo e máscara de oxigênio para apagar as chamas, segundo apuração do site mexicano Cadena Política, ligado à rádio Uniradio. Não houve feridos nem necessidade de atendimento médico, e a aeronave completou o pouso em segurança no Aeroporto Internacional da Cidade do México.


Imagem ilustrativa gerada por IA.
Imagem ilustrativa gerada por IA.

O essencial:

  • No voo AM371 da Aeroméxico (Boeing 737 MAX 8, registro XA-DAP), em 02/09/2026, um power bank deixado sobre uma poltrona vazia sofreu thermal runaway e provocou fumaça densa e princípio de incêndio na cabine.

  • Um comissário vestiu equipamento de proteção contra fogo e máscara de oxigênio para apagar as chamas, segundo apuração do Cadena Política/Uniradio.

  • Não houve feridos, e o avião pousou normalmente no Aeroporto Internacional da Cidade do México; a aeronave ficou em solo por cerca de 25 horas depois do pouso, segundo o AVHerald.

  • Em 2026, Delta e United já registraram, cada uma, ao menos 3 incidentes de bateria de lítio, o que levou as quatro maiores companhias americanas a restringir uso e armazenamento de power bank a bordo.

  • As fontes divergem sobre a rota do voo: a maioria dos veículos mexicanos aponta Oaxaca para a Cidade do México, enquanto o AVHerald registra origem em Tapachula, mesma data e mesmo registro da aeronave.


O que aconteceu dentro da cabine


O power bank estava sobre uma poltrona vazia quando entrou em thermal runaway, termo técnico para a reação química interna que acontece quando uma bateria de lítio falha e passa a liberar calor de forma descontrolada, muitas vezes com fumaça densa e, em casos mais graves, chama aberta. A cabine do voo AM371 encheu de fumaça, e a tripulação seguiu o protocolo de emergência específico para esse tipo de ocorrência.

Segundo a apuração do Cadena Política, um comissário vestiu equipamento de proteção contra fogo e colocou máscara de oxigênio para se aproximar do item e apagar as chamas. Não houve feridos, ninguém precisou de atendimento médico depois do pouso, e a aeronave completou o trajeto até o Aeroporto Internacional da Cidade do México sem outras intercorrências relatadas pelas fontes consultadas para esta reportagem.



A divergência sobre a rota do voo


A maior parte da cobertura mexicana, incluindo Cadena Política e Potosí Notícias, descreve o trajeto como Oaxaca para a Cidade do México. Já o AVHerald, site de referência técnica em incidentes de aviação, registra o mesmo número de voo (AM371), a mesma data (02/09/2026) e o mesmo registro de aeronave (XA-DAP), mas aponta origem em Tapachula.

Todos os outros elementos batem, o que sugere fortemente que se trata do mesmo evento com um erro de rota em algum ponto da cobertura. Ainda assim, não foi possível reconciliar essa divergência com segurança até o fechamento desta apuração.


O que ainda não foi esclarecido


Além da rota, outros detalhes não constam nas fontes consultadas. O horário exato em que o thermal runaway começou não foi divulgado, nem a fase do voo em que ele ocorreu, se em cruzeiro ou já em descida. O número total de passageiros a bordo também não foi informado. Até o fechamento desta reportagem, não havia sido localizada nenhuma nota oficial da AFAC, a Agência Federal de Aviação Civil mexicana, sobre o caso.


O que aconteceu depois do pouso


O power bank foi entregue às autoridades mexicanas para perícia da causa, e a Aeroméxico reforçou publicamente as recomendações de uso de baterias de lítio a bordo. Segundo o AVHerald, fonte técnica que acompanha o histórico operacional de aeronaves, a aeronave envolvida ficou em solo por cerca de 25 horas depois do pouso, provavelmente para inspeção antes de voltar a operar. Nenhuma das fontes detalhou o resultado dessa inspeção até o momento do fechamento.


Um ano de bateria de lítio dando problema em cabine


O caso da Aeroméxico não é um episódio isolado. Ao longo de 2026, Delta e United registraram, cada uma, ao menos 3 incidentes de bateria de lítio, um volume que levou as quatro maiores companhias aéreas americanas a restringir uso e armazenamento de power bank durante o voo, geralmente exigindo que o dispositivo fique visível e ao alcance do passageiro, nunca guardado em compartimento fechado. O episódio da Aeroméxico se encaixa nessa curva que já vinha subindo: bateria de lítio deixou de ser um risco pontual e passou a ser tratada, pela indústria, como risco recorrente que exige protocolo e treinamento constantes.


Fontes consultadas e checadas para esta reportagem:

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